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Archivos Mensuales: enero 2017

Ana Teresa la rubia de la Vía a Santa Catarina (Ana Teresa a blonda da Via Catarina)

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I

Desencajados dentro de sus órbitas,

mis ojos se niegan a ver al frente sino que se tornan en sus cuencas,

de manera interna,

así como en lo interno y en lo más abyecto de mi ser quedaron tus recuerdos,

esos recuerdos de la blanca y losana tez,

así como los de la larga, larguísima y hermosa cabellera de esa tu muy rubia humanidad,

humanidad que como pieza de arte se inmortalizara en mi mente,

 gracias a ese tu caminar fino y sensual por la Vía de Santa Catarina.

II

Anhelado andar de mujer voluptuosa,

muslos que eran perfectos para  el deseo de quien recorría bajo tu senda,

sinuosas curvas de pecho y cadera del trayecto, que semejan al de las laderas de Sintra,

aquellas en las que en mi mente danzaban como si fuesen un tango o una salsa,

danza de remembranzas que mi memoria mezcló con toques y ribetes de fado lusitano.

III

Mi cosmos conspira contra la distancia y el tiempo,

el vino espumante negro de Alliança evita que mi memoria te olvide,

como tampoco olvida que tu eres tan elegante como ese muy portugués “vinho preto”,

porque sin ser preta eres tan o más exquisita por tu firmeza y tu bouquet,

bouquet que es sello de glamour tanto por tu espíritu como por tu belleza.

IV

Cuero y algodón, ajustadas prendas, negras y grises, muy europea andabas tú,

en tus labios el carmín o el carmesí que también denotaba tu fuego de latina,

como muy latinas recuerdo las picaras miradas de tu porcelano rostro junto al mío,

como muy mío fue ese suave y carnoso, pero a la vez firme beso,

ese que unió dos continentes,

ese beso que el inmenso océano intentó alejar así como también al consabido acercamiento de culturas,

unión mágica y afectiva con el que ese Atlántico nunca pudo, minha rainha.

V

Hoy a diecisiete años de ello, mi catira, eres más majestuosa y más rainha que ayer,

porque ahora son más elegantes tus pliegues,

porque son más sobrios tus contornos,

pero sobre todo porque tu belleza ya fue forjada en la infinidad de lo eterno,

eternidad en la que ese vino siempre tendrá más cuerpo,

y en la que por ende será más añejo y por mucho, más apetecible.

VI

Estás a pocos días de un nuevo aniversario,

por lo que con estos trazos quiero regalarte otro tipo de eternidad,

una más literaria en donde tu belleza pueda reposar con los nuevos tiempos,

en épocas en que nuestra historia converja con la de nuevos jóvenes enamorados,

en esas en la que un rey sudamericano y una reina europea puedan finalmente,

“Ficar Juntos”

 

(Em português)

Ana Teresa, a loira na Santa Catarina

I

Desligados na suas órbitas,

 meus olhos se recusam a ver ao frente, mas eles se voltam nas suas bacias,

 internamente,

 bem como internamente e no mais abjeto de mim ficaram tuas memórias,

 aquelas memórias de tez branca e losana,

 bem como a longa, extremamente longa e bela cabeleira de a tua humanidade muito loira,

 a humanidade que como peça de arte se imortaliza na minha mente,

 graças ao teu bom e sensual andar pela Santa Catarina.

 

II

 Caminhada ansiava mulher voluptuoso,

 coxas que eram perfeitos para o desejo de quem correu sob o teu caminho,

 curvas sinuosas de peito e de caderas, como a rua, assemelhando-se a aquelas das encostas de Sintra,

 aquelas em que você dançou na minha mente como se fossem um tango ou uma salsa,

 danças e lembranças que minha memória há misturado com toques de fado lusitano.

 

III

 Meu cosmos conspira contra a distância e tempo,

 o vinho espumante preto Aliança evita que minha memória te esqueça,

 como tampouco esquece que você é tão chique assim  como ese Vinho Preto muito Português,

 porque sem ser preta você é tão ou mais requintado pela sua firmeza e seu buquê,

 buquê que é ao mesmo tempo o fascinante carimbo de teu espírito e a tua beleza.

 

IV

 Couro e algodão, roupas apertadas, pretas e cinzas, foste muito europeia tu,

 em teus lábios o carmim e vermelho que também denotava teu fogo latino,

como me lembro muito latinas aqueles olhares impertinentes do teu rosto porcelano ao lado do meu,

 como muito de mim se foi nesse suave e carnudo, mas firme beijo,

 que uniou os dois continentes,

 aquel beijo que o imenso océano tentou afastar assim como a aproximação de nossas culturas,

 união mágica e afetiva com que o Atlântico nunca poderia, minha rainha.

V

 Hoje dezessete anos depois, meu catira, você é mais do que ontem rainha,

 porque agora são mais elegantes teus dobras,

 porque são mais sóbrios teus contornos,

 mas principalmente porque a tua beleza já foi forjada no infinito do eterno,

 eternidade em que o vinho terá sempre mais corpo,

 e que, portanto, será melhor e muito mais palatável.

 

VI

 Você está a poucos dias antes do teu aniversário,

 assim com estas linhas eu quero dar outro tipo de eternidade,

 uma mais literaria, onde você e tua beleza podera descansar com os novos tempos

 em momentos em que nossa história podera convergir com outras de novos jovens amantes,

 naqueles em que um rei sul-americano e uma rainha europeia, finalmente poderam,

 “Ficar juntos”

 

Por Gustavo Adolfo Agüero Cruz.

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Publicado por en 05/01/2017 en Espectáculo