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Ana Teresa la rubia en Santa Catarina.

05 Ene

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I

Desencajados dentro de sus órbitas,

mis ojos se niegan a ver al frente sino que se tornan en sus cuencas,

de manera interna,

así como en lo interno y en lo más abyecto de mi ser quedaron tus recuerdos,

esos recuerdos de la blanca y losana tez,

así como los de la larga, larguísima y hermosa cabellera de esa tu muy rubia humanidad,

humanidad que como pieza de arte se inmortalizara en mi mente,

 gracias a ese tu caminar fino y sensual por la Vía de Santa Catarina.

II

Anhelado andar de mujer voluptuosa,

muslos que eran perfectos para  el deseo de quien recorría bajo tu senda,

sinuosas curvas de pecho y cadera del trayecto, que semejan el de las laderas de Sintra,

aquellas en las que en mi mente danzaban como si fuesen un tango o una salsa,

danza de remembranzas que mi memoria mezcló con toques y ribetes de fado lusitano.

III

Mi cosmos conspira contra la distancia y el tiempo,

el vino espumante negro de Alliança evita que mi memoria te olvide,

como tampoco olvida que tu eres tan elegante como ese muy portugués vinho preto,

porque sin ser preta eres tan o más exquisita por tu firmeza y tu bouquet,

bouquet que es sello de glamour tanto por tu espíritu como por tu belleza.

IV

Cuero y algodón, ajustadas prendas, negras y grises, muy europea andabas tú,

en tus labios el carmín o el carmesí que también denotaba el fuego de latina,

como muy latinas recuerdo las picaras miradas de tu porcelano rostro junto al mío,

como muy mío fue ese suave y carnoso, pero a la vez firme beso,

ese que unió dos continentes,

ese beso que el inmenso océano intentó alejar así como ese acercamiento de culturas,

unión mágica y afectiva con el que ese Atlántico nunca pudo Rainha.

V

Hoy a diecisiete años de ello, mi catira, eres más Rainha que ayer,

porque ahora son más elegantes tus pliegues,

porque son más sobrios tus contornos,

pero sobre todo porque tu belleza ya fue forjada en la infinidad de lo eterno,

eternidad en la que ese vino siempre tendrá más cuerpo,

y en la que por ende será más añejo y por mucho más apetecible.

VI

Estás a pocos días de un nuevo aniversario,

por lo que con estos trazos quiero regalarte otro tipo de eternidad,

una más literaria en donde tu belleza pueda reposar con los nuevos tiempos,

en épocas en que nuestra historia converja con la de otros jóvenes enamorados,

en esas en la que un rey sudamericano y una reina europea puedan finalmente,

“Ficar Juntos”

Ana Teresa, a loira na Santa Catarina

I

Desengajados no seus órbitas,

 meus olhos se recusam a ver a frente, mas eles se voltam em suas órbitas,

 internamente,

 bem como internamente e o mais abjeta de mim ficaram suas memórias,

 aquelas memórias de tez branca e losana,

 bem como a longa, extremamente longa e bela cabeleira que a sua humanidade muito loira,

 a humanidade que como peça de arte se imortaliza na minha mente,

 graças ao seu bom e sensual andar pela Santa Catarina.

 

II

 Caminhada ansiava mulher voluptuoso,

 coxas que eram perfeitos para o desejo de quem correu sob o seu caminho,

 curvas sinuosas de peito e de caderas, como a rua, assemelhando-se que das encostas de Sintra,

 aqueles em que você dançou na minha mente como se fossem um tango ou salsa,

 danças e lembranças que minha memória misturado com toques de fado lusitano.

 

III

 Meu cosmo conspira contra a distância e tempo,

 o vinho espumante preto Aliança evitar que minha memória te esquece,

 nem esquecer que você é tão chique assim  como ese Vinho Preto muito Português,

 porque sem ser preta você é tão ou mais requintado para a sua firmeza e seu buquê,

 buquê que é ao mesmo tempo fascinante carimbo de seu espírito e a sua beleza.

 

IV

 Couro e algodão, roupas apertadas, pretas e cinzas, foste muito europeia tu,

 em seus lábios o carmim e vermelho que também denotado o fogo latino,

como me lembro muito latinas aqueles olhares impertinentes do seu rosto porcelano ao lado do meu,

 como muito meu foi nesse suave e carnudo, mais firme beijo,

 que está unindo os dois continentes,

 aquel beijo que o imenso océano tento afastar assim como a aproximação das culturas,

 união mágica e afetiva com que o Atlântico nunca poderia Rainha.

V

 Hoje dezessete anos deste, meu catira, você é mais do que ontem Rainha,

 porque agora são mais elegantes seus dobras,

 porque são mais sóbrios seus contornos,

 mas principalmente porque a sua beleza já foi forjada no infinito do eterno,

 eternidade em que o vinho terá sempre mais corpo,

 e que, portanto, será melhor e muito mais palatável.

 

VI

 Você está a poucos dias antes do aniversário,

 assim com estas linhas eu quero dar outro tipo de eternidade,

 uma mais literaria, onde você e sua beleza podera descansar com os novos tempos

 em momentos em que nossa história pode convergir com outros jovens amantes,

 naqueles em que um rei sul-americano e uma rainha europeia, finalmente podem,

 “Ficar juntos”

Por Gustavo Adolfo Agüero Cruz

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1 comentario

Publicado por en 05/01/2017 en Espectáculo

 

Una respuesta a “Ana Teresa la rubia en Santa Catarina.

  1. Ana Teresa

    05/01/2017 at 12:27 PM

    “Não tenho palavras para descrever a felicidade ao ler o que escreveste . Vou ter que traduzir pk algumas palavras nao entendi mas de 💗 obrigado. Lindo demais. Amei”

     

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